Prof. Maria Cristina Borges

    Maria Cristina Franco de Almeida e Sila Borges, nasceu a 28 de Maio de 1953 em Angola, Maquela do Zombo. Viveu em Luanda e os últimos anos em Benguela. Tirou o Curso de Formação Feminina na Escola Industrial e Comercial Venâncio Deslandes.

    Iniciou funções docentes em 1971, exercendo as mesmas em vários lugares em Angola, pela necessidade que sentia em conhecer as culturas dentro da cultura daquele País.

    Os dois primeiros anos foram no ensino primário, e por ter sido emancipada plenamente, passou para Mestra de Formação Feminina, porque queria ser professora de Trabalhos Manuais

    Em Outubro de 1975, com a agudização da guerra civil, decidiu refugiar-se em Lisboa.

    Para retomar a sua actividade profissional com a brevidade que se impunha, uma das paixões da sua vida, foi aconselhada no Ministério de Educação em Lisboa, que poderia concorrer às Regiões Autónomas.

    Chegou à Ilha de S. Miguel a 10 de Janeiro de 1977, tendo ficado colocada na Escola Preparatória Roberto Yvens. Passou pela Escola Secundária Antero de Quental, Escola Secundária das Laranjeiras e passou à aposentação em 2003 por motivos de saúde. Paralelamente à docência, foi enriquecendo as suas habilitações académicas, por forma a manter-se actualizada para as respostas que se iam impondo.

    Todos os anos lectivos seguintes foi como professora de Desenho, Educação Visual, Trabalhos Oficinais e Educação Tecnológica, que realizou o seu sonho. Paralelamente à docência participou em Actividades Extra Curriculares tais como: Edição de um livro de Gastronomia Regional dos Açores, Promoção para a Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, Intercâmbios Escolares, entre outras.

    Tem sido convidada por escolas, Autarquias e outras entidades, para proferir palestras sobre o Dia Internacional da Mulher, Rendimento Escolar entre outras.

    É contadora de histórias para crianças, em escolas e bibliotecas onde é conhecida por “Avó Cristina”

    Trabalhou na área da reabilitação psico-social com doentes mentais e pessoas com problemas de adição.

    Contudo, devido à sua personalidade irrequieta, continuou em actividades com horários flexíveis e adequados à sua saúde, manteve a actividade de artesanato nas áreas de cerâmica e azulejaria e outras, formadora nesta área,  acções de formação com famílias em risco de exclusão social, dirigente associativa no artesanato, presidente de direcção da AIPA – Associação para os Imigrantes nos Açores.

    Nos últimos anos é Madrinha de um projecto de solidariedade social, que se tornou numa Associação de Solidariedade Social – Sentinela de Sonhos, na Vila de Rabo de Peixe, que ajuda, encaminha e reencaminha famílias em risco.

    Neste âmbito, e por questões de muita proximidade, tomou consciência da problemática social e laboral da população que se sustenta através da actividade piscatória, que assenta numa cultura muito própria, falta de escolaridade, famílias numerosas, gravidez precoce, consumos aditivos, baixa auto estima e subsídio dependência.

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